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Arraiá do Anglo tem danças regionais do Brasil

Priorizar danças folclóricas das regiões brasileiras, em vez de apenas apresentar as tradicionais quadrilhas foi a proposta do Colégio Anglo Prudentino para a Festa Junina 2012, realizada no último dia 30. A iniciativa, além de proporcionar um momento de aprendizado e enriquecimento cultural para os alunos, garantiu um belo espetáculo, muito elogiado pelas famílias e demais convidados.

A primeira apresentação foi realizada pelos minimaternais com o tema Pecuária e a dança típica dos peões e vaqueiros, que realizam o pastoreio de gado por fazendas espalhadas nas cinco regiões do Brasil. Os alunos José Vitor e João Felipe, de apenas dois anos de idade, não se intimidaram diante do público que lotou as arquibancadas e cantaram "O Menino da Porteira".

Os maternais I e II da manhã dançaram a Quadrilha Matuta, típica da região Nordeste, originária de velhas danças populares de áreas rurais da França (Normandia) e da Inglaterra e introduzida no Brasil por volta de 1820 por membros da elite imperial. Durante o Império, a quadrilha era a dança preferida para abrir os bailes da Corte. Depois se popularizou, saindo dos salões palacianos para as ruas.

O Forró foi o tema da dança dos maternais I e II azuis. É um gênero, muito popular no Nordeste brasileiro, que abrange outros ritmos como baião, xote, xaxado, rojão, quadrilha, coco e outros. O termo forró é originário da palavra forrobodó que significa arrasta pé. No forró, os casais devem arrastar os pés durante a coreografia.

A sulina Chimarrita foi dançada pelo Maternal I vermelho, Maternal II vermelho e Maternal II Verde. Dança popular em Açores, Portugal foi trazida para o Brasil na metade do século XIX. No Rio Grande do Sul é conhecida também por limpa banco, pois ninguém consegue ficar sentado ao ouvir a sua melodia. Inicialmente era uma dança de pares enlaçados, com influências dos xotes e das valsas. Atualmente os pares dançam soltos, em filas e em roda. Em outros momentos executam passos de polca, bailando juntos.

Bumba-meu-boi, também conhecido como boi-bumbá ou pavulagem foi a dança temática dos Níveis 1 azuis. É uma encenação com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno da morte e ressurreição de um boi. A festa do Bumba-meu-Boi surgiu no Piauí, mas foi no Estado do Maranhão que o Bumba-meu-Boi foi mais popularizado e exportado para o Estado do Amazonas com o nome de Boi-Bumbá, visitado anualmente por milhares de turistas que vão para conhecer o famoso Festival Folclórico de Parintins, realizado desde 1913.

As turmas amarelas de Nível I e II empolgaram o público com o Maracatu - uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira. É formada por uma percussão que acompanha um cortejo real e personagens famosos como os caboclos de lança.

Já os Níveis 1 e 2 vermelhos fizeram uma apresentação de Fandango, uma gincana com influência espanhola e portuguesa. No Brasil foi executada por povoados litorâneos para celebrar a chegada de embarcações a vela sapo. No litoral do Paraná e de São Paulo, o fandango é um gênero musical e coreográfico fortemente associado ao modo de vida da população caiçara.

Dança típica do estado do Pará, o Carimbó foi o tema escolhido pelos alunos dos 1º , 2º e 3º anos azuis. Tem origem indígena, mas recebeu influências da cultura africana, que transformou a dança monótona em um ritmo contagiante, graças o vibrante batuque africano.

Os 1º, 2º e 3º anos amarelo e vermelho apresentaram o ritmo dançado Coco, inspirado no trabalho dos tiradores deste fruto no litoral dos estados de Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Coco significa cabeça, de onde vêm as músicas, de letras simples. Com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino.

O encanto dos passos muito bem ensaiados do Samba Carioca foi bastante aplaudido. Os alunos do 1º ano vermelho e 3º ano verde dançaram o samba de gafieira, praticado nos salões públicos e cabarés do Rio de Janeiro. O samba de gafieira tem particularidades de ritmos latinos e americanos, e muito fortemente o africano, como o Lundu e Batuque.

Os 2º e 3º ano amarelos dançaram a Chula, típica do Rio Grande do Sul. Dançada em desafio, praticada apenas por homens. A chula tem bastante semelhança com o Lundu sapateado, encontrado em outros Estados brasileiros. Uma vara de madeira denominada lança e medindo cerca de 4 metros de comprimento é colocada no chão e ao som da gaita gaúcha, os dançarinos executam diferentes sapateados, avançando e recuando sobre a lança. Após cada sequência realizada, o outro dançarino deverá repeti-la e em seguida realizar uma nova sequência, geralmente mais complicada que a do seu parceiro. A chula antigamente era usada durante os bailes, onde dois peões queriam dançar com uma mesma mulher (que se chamava prenda) então se desafiavam, aquele que fizesse o passo, em sapateio, sem erros teria o direito a dançar com esta prenda pelo resto do baile.

Os 4º anos contagiaram a plateia com o ritmo eletrizante do Frevo. Nasceu da linguagem simples do povo e vem de "ferver", fervura, efervescência, agitação e que as pessoas pronunciavam "frever". Tem origem nos antigos desfiles onde alguns capoeiristas tinham que ir a frente de alguns músicos para defendê-los das multidões, sempre dançando no ritmo dos dobrados.

A última dança do Ensino Fundamental I foi o Cateretê, apresentado pelos alunos dos 5º anos. Também conhecida como Catira ou Xiba, é uma dança rural brasileira de origem indígena conhecida em vários estados. O cateretê teria sido importante instrumento no processo de catequização dos índios. A dança varia em cada região, mas geralmente é praticada em fileiras formadas por homens e mulheres, que se colocam homens de um lado, mulheres de outro. Em alguns locais, a dança é praticada com tamancos de madeira. O dançarino procura pisar nas cordas, ou seja, acompanhar o som da viola com os pés.

À noite os alunos de 6º, 7º, 8º e 9º ano do Ensino Fundamental apresentaram quadrilhas caipiras mescladas com músicas e ritmos atuais. Como não podia ser diferente, a festa foi encerrada com a irreverente quadrilha do Terceirão, em que as mulheres se vestem de homem e vice-versa.

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